sábado, 29 de agosto de 2009

Duuuvida ;]

HEEEY GAROTAS :D
boom a fic "E A Quimica Rolou" teerminou :\ eu voou escrever ooutra, vooces querem que eeu poste ela aaqui também pra vcs lerem??

Coomentem Amoores :D

beeijo

15ª parte (final)

-AAAAAAH –gritei –sério pai? Oooown Brigada –disse, beijando sua bochecha.
Saí correndo da sala e peguei meu celular que estava em cima da toalha azul com amarelo na cozinha e liguei pro Edu
-Amor! Adivinha: o papai liberou o nosso namoro! –falei, quase chorando de tanta alegria.
-Sério amor? Ai que bom –falou ele, com um tom incrível de alegria em sua doce e suave voz.
-Amor, vem pra cá! Vamos aproveitar.
-Vou sim Manda, daqui a 10 minutos eu estou ai.
-Tá bom, beijo amor, te espero.
-Beijo amor.
Desliguei o celular e sai cantarolando alguma coisa em direção a cozinha, onde peguei uma caixa de bombons e levei para a sala, Não demorou muito e a campainha tocou, olhei pelo olho mágico e meu estômago virou moradia de milhares de borboletas. Abri a porta, e pedi que o Eduardo entrasse, ele entrou e me beijou, logo depois de ter me surpreendido com um lindo buquê de rosas vermelhas, com um bilhete que peguei para ler, nele dizia:
“Manda, você sabe, melhor do que ninguém, você é a pessoa mais especial pra mim, eu te amo, e isso nada, nada no mundo vai mudar. Com amor, Edu”
Nunca tinha reparado tanto na letra dele, mas eram traços finos e perfeitos, que eu conseguia identificar mesmo com os olhos banhados de lágrimas, é vocês já devem ter percebido como eu sou sensível, choro por qualquer coisa, mas voltando aos acontecimentos... Depois de ler aquele bilhete, dei um beijo no Eduardo, que após isso foi falar com meu pai, agradecer pro ele, mesmo depois de tanto tempo, ter mudado de idéia e aceitado o nosso namoro.
Depois, sentamos na sala, assistimos a um filme e comemos bombons, foi uma tarde ótima, talvez a melhor da minha vida. Agora eu podia tê-lo sempre, meu pai concordava com o nosso namoro e deixava a gente namorar em casa, era a melhor coisa do mundo poder estar ao lado da pessoa que eu amava com todas as minhas forças. Eu sempre procurei um príncipe encantado, loiro de pele branca e que viesse ao meu encontro com um lindo cavalo branco, mas descobri que o meu príncipe tinha os cabelos castanhos, a pele bronzeada e veio ao meu encontro com uma mochila nas costas, para ser par em um trabalho de química.
E quanto ao nosso trabalho de química? Bom, chegou a quinta feira em que teríamos que apresentá-lo e falar as conclusões que tiramos sobre ele, e depois de falar, falar e falar sobre o trabalho, nos olhamos e dissemos juntos:
-A melhor coisa que acontece no trabalho foi ter nos conhecido, graças a isso estamos namorando, e vocês podem ter certeza que entre nós dois A Química Rolou.

Fiiiim ;~

14ª Parte

Depois disso eu dormi até as 12:15 do outro dia, acordando com os cabelos horríveis, grandes olheiras e uma fome terrível. Tomei banho, passei um corretivo nas olheiras, e fui almoçar.
-Bom dia Amanda. –falou minha mãe com um sorriso no rosto.
-Bom dia Mandinha –disse o César
-Bom dia Amanda –meu pai
-Bom dia família. –falei com um sorriso no rosto, tentando disfarçar o sono, que ainda estava presente em meu corpo.
Almocei, lavei a louça para minha mãe e depois fui um pouco no computador e depois fui estudar para a prova de física que eu teria na manhã seguinte, meu domingo se resumiu a isso, estudar, ficar no computador, ler o Harry Potter, livro que estava na minha cabeceira, que eu já tinha começado a tanto tempo que nem lembrava mais a história, assistir TV e estudar física novamente. Dormi cedo, estava tão cansada que parecia que eu dormira pela última vez a 2 semanas.
Segunda Feira, eu odeio segunda feira, mas aquela até que estava legal, fora pela prova de física e claro a entediante aula de geometria. O intervalo foi bom, a Carol veio me contando tudo o que o Emilio havia falado para ela, realmente, ele era muito romântico, assim como o Edu, que ficou o tempo inteiro comigo, um amor, meu amor. O tempo passa rápido de mais quando eu estou com ele, e a sensação de borboletas no estomago, é sempre a mesma, como se eu estivesse voltado no tempo, na sala de química a quase 2 meses atrás.
E foi naquela noite de segunda feira que meu pai me chamou para conversar e...
-Amanda, olha, eu andei pensando, sua mãe conversou comigo, e bom, tudo bem, você pode namorar com o Eduardo, ele até que é um garoto legal. –falou, com um sorriso encantador no rosto.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

14ª parte

- Como estava a festa? –ele me perguntou, com um sorriso no rosto.
- É, tava ótima. –respondi, com um olhar estranho.
- O mole... Eduardo estava?
- Aham.
-Eu sabia! Não teria outro motivo pra você ter adorado tanto a festa se não ele. –falou meu pai, com um tom meio duro, mas sonolento.
Cheguei em casa e ataquei uma barra de chocolates, na verdade eu deixei um pedaço pro César, fui tomar banho, vesti meu pijama, e fui dormir. O dia havia sido agitado, e eu não estava com sono, peguei lápis e papel e comecei a desenhar, ah, eu nem contei que um dos meus maiores hobbies é desenhar, adoro, pena que eu não desenho tão bem assim. Eram 3:30 da manhã, e meu celular tocou, atendi logo, porque senão acordaria a casa inteira com meu nada silencioso toque.
-Alo?!
-Amaanda! É a Carol.
-Oooi Carol. Tudo bem?
-Tudo ótimo, e com você?
-Também.
-Que bom! Maaanda! Adivinha. –falou a Carol, empolgada.
- Adivinhar o que?
- O Emilio me pediu em namoro.
- Own, que fofo! Boa sorte pra vocês, e tomara que contigo a situação seja diferente.
- Ai, Amanda, brigada, mas pode ter certeza, que a coisa para o teu lado vai mudar.
- Tomara amiga.
-AMAAAAAAAANDA! DESLIGA ESSE TELEFONE E VAI DORMIR- meu pai gritou.
-Carol, vou ter que desligar, beijo.
-Beijo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

13ª parte

18:30 Tomei um banho, vesti um shorts jeans com uma blusinha preta e um lenço xadrez no meu pescoço, escovei meu cabelo e passei uma chapinha, passei um pouco de maquiagem, o de sempre, e quando deu 19:15 a Carol chegou lá em casa, ela iria comigo.
-Amaaaaaaanda! Tudo bom?
-Caaarol! Tudo e com você?
-Também, e ah, ele vai.
-Que bom! –falei com um mega ultra-sorriso no rosto.
Fomos para o meu quarto, e terminamos de nos arrumar, e depois pedi ao meu pai que nos levasse á festa. Era em um lugar super bonito, com várias luzes, e quando eu cheguei, fiquei nervosa, porque era a primeira vez, em mais de um mês, que eu poderia namorar com o Edu fora da escola, escondido, mas ele não estava lá.
Depois de 15 minutos ele chega, me abraçando por trás me virei e beijei-o, eu queria aproveitar aquela noite, pois quando meu pai disse que iria pensar, eu não sabia quanto tempo ele demoraria pra resolver o que para ele era um bicho de 7 cabeças.
Dançamos muito a noite toda, e o Eduardo me apresentou ao seu irmão, Emilio Eric, que acabou se interessando pela Carol e vice-versa, o Emilio era muito parecido com o Edu, só que mais velho e um pouco mais alto.
De repente, ouço meu celular tocar, é meu pai, ele diz que já está na hora de eu ir embora.
- Já pai? Poxa, são só 2:30! –exclamei
- A festa ta tão boa assim é? Aposto que aquele moleque ta aí.
- Eu já falei pra não chamar ele assim, ele tem nome, e sim a festa está ótima!
- Mais meia hora Amanda, meia hora!
Desliguei o telefone com um pouco de raiva, o Edu, logo percebeu e me abraçou.
-Era seu pai, né? –perguntou, fazendo carinho na minha mão direita.
-Era, ele vem me buscar daqui a meia hora. –falei.
-Vamos aproveitar então, amor, vem vamos dançar. –ele me puxou pelo braço até o meio da pista e me beijou.
Do meio da pista, consegui ver a Carol dançando com o Emilio, eles faziam um belo casal, sabe? Uma graça. Pena que a meia hora passou rápido, e meu pai, novamente, me ligou, dizendo que estava ali na frente, me esperando. Dei um beijo no Eduardo, e um abraço na Carol, e fui até o carro, onde meu pai estava me esperando.

12ª parte

Tá, o que vocês querem? Se for aquela história de...
-É, É AQUELA HISTÓRIA SIM PAI! Hoje, nós vamos todos conversar, e você vai perceber que nós realmente nos amamos. –interrompi meu pai.
-Olha, er, Seu João, sua filha, a Amanda, é a pessoa mais incrível que eu já conheci, ela me faz sentir especial, ela não é como as outras garotas, eu a amo, como nunca amei ninguém! –falou o Edu, com um olhar tímido, mas sincero em seu rosto.
-Olha, Eduardo, não importa o que você sinta pela minha filha, ela ainda tem 14 anos, e vocês só se conhecem a pouco mais de 1 mês, eu não posso permitir que vocês namorem! Pra que? Para você decepcionar ela? Para ver ela triste? Antes dela te conhecer, ela era muito feliz, agora ela passa os dias trancados no quarto chorando!- falou, inconpreensivo, meu pai.
-Ah pai, porque será que eu to triste né? O Eduardo não tem nada a ver com a minha tristeza, ao contrário, ele me faz a pessoa mais feliz desse mundo! Se eu estou triste, chorando é porque eu quero ficar ao lado dele, namorá-lo e o senhor não deixa! O Eduardo é minha vida e eu amo ele, e nada vai fazer com que eu desista desse amor! –as lágrimas brotaram dos meus olhos, e percebi que o Edu, também estava prestes a chorar.
-João, por favor, dê uma chance a eles. Você não percebe que a nossa filha cresceu? Ela já não é uma criança! E ela também não é um animal, ela tem sentimentos, e ela o ama verdadeiramente. Por favor, João, não tire conclusões precipitadas. –disse minha mãe, em um tom de súplica.
-Vou pensar, vou pensar, mas enquanto isso, continua a mesma coisa de antes, vocês não podem namorar! –falou, com raiva, meu pai
-Pensar o que João? Deixa-os ser felizes! –disse minha avó. Eu sabia que ela ficaria do meu lado.
Meu pai ficou quieto, e o Eduardo foi embora, despedindo-se de mim com um beijo na bochecha. Eram 16:00 horas, a Carol me ligou me convidando para uma balada a noite, eu que não tinha nada para fazer, aceitei o convite, e pedi para ela ligar para o Eduardo pedindo para ele ir também, já que meu pai estava me fiscalizando até nas minhas ligações. Terrível, eu sei.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

11ª parte

O tempo passou, e o eu só podia ver o Eduardo na escola, até que depois de 1 mês do acontecido, resolvemos que era hora de conversarmos com meu pai. Finalmente chegou o sábado que havíamos combinado, meu pai não sabia, só a minha mãe. Acordei as 10:00, tomei um banho, lavei meu cabelo e toquei de roupa, coloquei um jeans e uma blusinha, e fui almoçar. O Edu chegaria as 14:15, até lá, eu assisti TV, mais nervosa impossível, com aquela velha mania de enrolar o cabelo nos dedos.
A campainha tocou, abri a porta, nervosa, mas era a minha vó, a Dona Rosa, mãe da minha mãe, ótimo, teria mais alguém para ficar ao meu lado, minha vó era super legal, sempre me apoiava em tudo, e quando o assunto era meninos, ela vivia me dando conselhos, não havia chances de ser o Eduardo, eram apenas 13:30, minha vó percebeu o meu nervosismo, e pediu o que havia acontecido.
-Ai vó, é um problema, que eu espero resolver hoje. –falei, olhando de canto para meu pai que estava na cozinha.
-Mas que problema é esse Mandinha? É algo que eu possa ajudar? Precisa de dinheiro? Quer viajar? –pediu minha avó com seu olhar bondoso.
-Não mãe, é que a Amanda está a fim de um garoto, eles até namorariam, mas o problema é que o João não quer deixar, e hoje o garoto vai vir aqui para conversarmos. – Sussurrou minha mãe.
14:15, ouço uma suave batida na porta, meu coração dispara, havia chegado o momento, não podia ser diferente, meu pai não podia me dizer não, eu era feliz ao lado do Eduardo, será que isso não importava ao meu pai? Abri a porta, e lá estava ele, lindo, com uma camiseta preta, um casaco de moletom azul e uma calça jeans, quando eu o vi, não consegui me segurar e abracei-o, pedi para que ele entrasse, e sentasse no sofá, sentei-me ao seu lado, e minha mãe chamou meu pai, que chegando na sala, fez cara de quem pularia no pescoço do Eduardo. Ele respirou fundo e sentou-se no sofá.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

10ª Parte *-*

Cheguei em casa com um frio imenso, troquei de roupa e quando desci minha famía toda já estava preparando o almoço.
-Oi Amanda! – disse minha mãe
-Como foi a escola? –perguntou meu pai
-Oi mãe, oi pai, a escola, normal né?! –respondi com uma cara de desanimo.
- E aquele moleque, o Eduardo, você viu ele?- perguntou meu pai, com uma expressão fria, que me deu vontade de berrar.
-É ele estuda lá né pai!
-Ah, ele está na mesma turma que você?
-Sim!
Meu pai ficou em silencio, depois que minha mãe olhou para ele com cara de brava, eu comi em silêncio, ouvindo meu irmão contar as experiências de sua aula sobre o sistema solar, e eu brincava com um pedaço de carne com molho tentando não parecer triste. Meu celular tocou, finalmente uma desculpa para eu sair da mesa, era a Carol
-Maaanda!
-Oi Carol
-Poxa, seu pai ainda não liberou?
-Não, e ta cada vez pior sabe? Ele fica fazendo perguntas que ele já sabe a resposta, tipo, se o Edu estuda na nossa turma, essas coisas! Parece que faz isso só pra me machucar mais ainda!
-Manda, não fica assim, viu, mas você está melhor? Vi você tão triste na aula de geografia, você e o Edu só se olhavam, aliás, ele também ta péssimo!
-É eu estou melhor sim, tenho que me conformar, a gente combinou que vamos esperar a poeira baixar e ele vem falar com meu pai aqui.
-Que bom, fico feliz! Mas então ta, tchau flor, beijão! Fica bem.
-Tchau Carol, beijão, vou ficar bem, se cuida!
Desliguei o telefone, e peguei um pote de sobremesa, tinha Pudim, eu a-d-ó-r-o pudim, e a chuva voltou a ficar mais forte, minha tarde foi monótona, assisti um filme em casa e comi uma bacia de pipocas com meu irmão, ele pode até ser um pestinha, mas, ele estava do meu lado na história com o Edu, ele só não queria admitir. Eu e o César tivemos uma tarde ótima, ele conseguiu me fazer sorrir, ta certo que ele era só um pirralho de 10 anos com mentalidade de 5, mas ele me entendia melhor que meu pai. Nessa tarde ele me disse que adorava o Eduardo, mas tinha medo que se eu namorasse, não teria mais tempo para ficar com ele!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

9ª parte

Nada agora podia me animar, as musicas do rádio pareciam estar melancólicas também, a chuva continuou durante a noite.
Segunda feira, tinha todos os motivos do mundo para estar feliz, a inal, eu veria o Eduardo, ma eu só não sabia com que cara eu olharia para ele, nem sabia se ele viria falar comigo, a final, ele havia sido, praticamente, expulso da minha casa na tarde anterior. Acordei, vesti meu uniforme com um all star, no meu cabelo, fiz um rabo de cavalo, escovei meus dentes, passei um corretivo, blush, gloss e um lápis no olho e depois, fui para a escola, fiz questão de ir sozinha, encontrei o Eduardo na esquina, quando me viu, abriu um sorriso, e me beijou. Fomos de mãos dadas para a escola, quase em silencio, ele conseguia ver a tristeza, que eu tentava esconder, em meu olhar, porque a cada minuto ele dizia “vai ficar tudo bem”, e eu respondia com um sorriso triste, queria poder acreditar que sim, que ia ficar tudo bem, mas meu pai, eu sabia, não mudaria de idéia tão fácil.
Tivemos nos 2 primeiros períodos, inglês e espanhol, no intervalo, 30 minutos, eu resolvi aproveitar ao máximo, fui até a cantina e comprei um pacote de Ruffles e uma Coca Cola e corri para o banco em que o Eduardo estava, a gente conversou muito, e decidimos que íamos esperar a ‘poeira’ baixar, e nos encontraríamos apenas na escola, depois que passasse um tempo, ele iria falar com meu pai, e dessa vez o seu João, meu pai, teria que aceitar a idéia de eu ter finalmente encontrado o príncipe e deixai eu viver ao lado dele, feliz.
A aula terminou, o Edu me acompanhou até a esquina de casa, não queria ter que me separar dele, mas agora, eu tinha que ir, em alguns minutos meus pais e meu irmão chegariam em casa, ele me beijou e passou a mão em meus cabelos, e foi para a casa dele, enquanto eu, seguia, lentamente, para a minha casa. Começou a chuviscar no caminho, vesti o capuz do meu casaco verde musgo, e segui pela calçada, comecei a chorar, minhas lágrimas se confundiram com as gotas de água da chuva que escorriam sobre meu rosto e borravam meu lápis.

8ª parte

Era como se eu mundo estivesse desabado, e nessa hora, começou a chover lá fora, eu odiava chuva, se não bastasse minha vida, agora cinzenta, lá fora chovia. Corri para meu quarto, no andar de cima, me joguei na cama e comecei a, instintivamente, chorar, tanto que me recusei de almoçar, e hoje, teria a minha comida preferida: bife com batata frita. Afundei a cabeça em uma almofada em forma de coração, sempre me fazendo as mesmas perguntas, todas elas sem resposta: “Por que ele não entende?” “Qual o problema com o Edu?” “Seriam todos os pais assim?”, de tanto chorar, dormi, e fui acordada 2 horas depois com uma suave batida na porta do meu quarto.
-Não enche! –gritei, em um tom de mau-humor.
-Manda, sou eu, o Edu!
-Ah, desculpa, entra.
Ele entrou, com uma cara de quem não estava entendendo nada.
-Ai Du, que bom você por aqui! –falei, abraçando-o com muita força.
-E aí, como foi com seus pais? Os meus adoraram, e querem que eu leve você para conhecê-los! –falou, com um sorriso lindo, talvez mais irradiante do que eu já vira, em seu rosto.
-Minha mãe adorou, mas meu pai, disse que não permitiria, que eu mal te conhecia, que eu era muito nova. –falei, chorando.
-Não fique assim, vamos conversar com ele, -ele me beijou –nós vamos conseguir.
Eu abracei-o com uma vontade de nunca mais largá-lo, nessa hora, meu pai chegou em casa, ele havia ido ao mercado, e vai direto no meu quarto, é, eu e o Edu ainda estávamos abraçados.
-AMAAAAAAANDA! –gritou ele, fazendo meu gato, cinza como a poluição, ou como as nuvens que ainda despejavam água, levantar do tapete onde dormia e sair correndo em direção á sala.
-Pai, eu...
-Olha, Seu João, eu sei que você não quer permitir o nosso namoro, mas a gente podia conversar né?- falou o Eduardo, com uma cara de súplica para o meu pai
-Não tem conversa, e sai daqui moleque- gritou meu pai
-João! Isso é jeito de falar com o garoto pelo qual sua filha é apaixonada? –falou minha mãe, com um tom doce, e ao mesmo tempo, duro.
-Mãe, me ajuda, por favor –falei, chorando.
Minha mãe me abraçou e disse que iria conversar com meu pai, e que era melhor o Edu ir embora. Ele me deu um beijo na testa, e quando foi passando pela porta do meu quarto, disse baixinho: “Eu te amo, não importa o que aconteça”, de um modo com que meus pais vissem e se entreolhassem. Pedi aos meus pais que saíssem, peguei meu velho diário, que estava no fundo da gaveta de meias, e escrevi:
“Pois é, o Eduardo é o grande amor da minha vida, e não posso estar perto dele, eu já não tenho mais lágrimas para chorar, e lá fora ainda chove, o sol que raiara de manhã parece estar triste também. Não sei mais o que fazer, meu pai não entende, o Edu é o que eu sempre quis, agora que ele está aqui, na minha frente, meu pai tenta fazer com que eu desista de tudo.”

7ª Parte

Entramos na festa, era um lugar super legal, era grande, com alguns camarins em cima, um deles, o último a direita, era o nosso. Ele era grande, e coube toda a turma, tendo espaço para todos dançarem, tinha luzes coloridas por todos os lados, por causa das lanterninhas coloridas que havíamos ganhado na entrada. As musicas eram super animadas, e ninguém, ninguém mesmo ficava parado.
Dançamos por algum tempo, até que o Edu pegou a minha mão e me levou exatamente para o centro do camarote, parou em minha frente, olhou em meus olhos, segurou minha mão direita entre as suas mãos quentes e disse:
- Olha, Amanda, eu só queria dizer que eu estou completamente apaixonado por você, desde a primeira aula de química, quando eu entrei na sala e te vi pela primeira vez, concentrada com aquelas 10 questões, foi amor, nem parece que só nos conhecemos a 3 dias, pra mim, parece que eu te conheço a muito tempo, mas eu só queria dizer que tu é especial, e er, namora comigo? –falou ele, nervoso.
- Eu te amo Edu –falei com os olhos banhados de lágrimas -é claro que sim!
Nos beijamos, e o tempo simplesmente parou, ao nosso redor estavam todos, e ao mesmo tempo ninguém, o pessoal fez uma rodinha em nossa volta e começaram a aplaudir e nos iluminar com as lanterninhas coloridas. Meu sonho agora, era real, namoraríamos. Havíamos combinado que contaríamos aos nossos pais, para nos vermos por mais tempo, mas não seria nada fácil enfrentar Seu João e a Dona Cecília no dia seguinte, meus pais não eram nada liberais quando o assunto era meninos, mas na hora, não quis pensar nisso, queria curtir o momento, a final, eu estava junto do garoto que eu amava. Realmente, a festa ganhou uma animação a mais para mim agora.
Infelizmente já era 3:00 da madrugada, eu deveria ir embora, me despedi de todos, e fui para fora, ligar para meu pai, o Du me acompanhou, ele também iria para casa, ele disse que agora, a festa não teria graça.
Mau pai veio me buscar depois do pai do Eduardo, por sorte, não queria falar sobre isso agora. Subi no nosso Palio azul, e fui para casa. Chegando lá, tomei um banho e fui dormir, dormi logo que deitei na cama, estava cansada, e no dia seguinte, teria meus pais para, literalmente, enfrentar.
Domingo, acordei as 11:00 da manhã, escovei meus dentes, escovei meu cabelo, para diminuir aquele volume, coloquei meu macacão jeans, fui para a sala, respirei fundo para tomar coragem e chamei meus pais para conversar, meu irmão, pestinha, foi atrás!
-Pai, mãe, er, eu estou, bom, namorando...-gaguejei –com o Eduardo.
-Filha, eu te falei, ele me pareceu super legal, e parece que ele gosta muito de você –disse minha mãe, compreensiva.
-O que? Manda, você só pode estar brincando comigo né? Filha, você só tem 14 anos! E esse Eduardo, você conhece ele a 3 míseros dias. –exclamou, duramente, meu pai.
-Pai, eu o amo muito, como nunca amei garoto nenhum, é como se a minha vida tivesse sido inteiramente ao lado dele, a gente se completa em tudo.
-Não vou permitir isso! –disse meu pai, com uma expressão de frieza em seu rosto.

6ª parte

Nesse exato momento, minha mãe chegou, quando viu o Edu ela deu um sorriso encantador, com aquela cara de “Eu vi tudo Amanda”, eu apresentei o Eduardo a minha mãe, e vice-versa, ela o chamou para entrar, mas ele disse que teria que ir embora. Me deu um beijo na bochecha e disse:
-A gente se vê!
-É, a gente se vê. –respondi, com um sorriso meio tristonho.
Da porta corri para o meu quarto, minha mãe foi de atrás, sorte que minha vó acabou chegando, distraindo o César com chocolates e balas.
- Olha Amanda, eu te entendo perfeitamente, o Eduardo é lindo, é super querido e gosta de ti, mas não é meio cedo? Vocês se conheceram ontem! –Disse minha mãe
-Mãe, eu não consigo controlar, eu to apaixonada por ele, é como se tivéssemos vivido a vida inteira juntos, durante todo esse tempo eu esperei por alguém assim, e agora ele chegou. –respondi, com lágrimas nos olhos.
Minha mãe me beijou na testa e saiu fechando a porta, eu enterrei a cabeça no meu travesseiro de penas com tanta força que algumas pluminhas saíram para fora, não consegui conter o choro, e eu nem sabia por que estava chorando, eu havia tido a tarde perfeita com o garoto que eu amava. A Carol me ligou, contei para ela como a minha tarde havia sido, ela me chamou para dormir na casa dela, e eu aceitei.
Dormir na casa da Carol foi ótimo, a gente ficou no computador até as 3:00 da madrugada e depois comemos brigadeiro de panela, uma delicia. Fomos dormir depois das 5:00, acordamos só as 14:00, quando almoçamos e eu fui para minha casa, era sábado, de noite, a turma tinha combinado de ir em uma matinê, a tarde passou rápido, mesmo eu não tendo nada para fazer. As 19:00 eu tomei um banho, e comecei a escolher a roupa que eu usaria, optei por um shortinho jeans, uma blusinha preta, um lenço xadrez no pescoço e uma melissa como calçado. No cabelo, eu fiz uma trança lateral, com um lacinho rosa na ponta, passei um corretivo, blush, gloss, lápis no olho e um pouco de brilho como sombra. Quando deu 21:00, meu pai me levou de carro na matinê, e eu encontrei a turma logo na entrada, estavam todos lá, inclusive o Edu, que veio logo ao meu encontro, e me deu um beijo na bochecha, quase no canto da boca, me fazendo tremer.

sábado, 22 de agosto de 2009

5ª parte

Sai de casa era 14:00 horas, o dia estava ensolarado e quente, na rua, as crianças jogavam bola e corriam atrás das borboletas coloridas que voavam por entre os carros e a poluição de São Paulo. Cheguei na casa dele, ele estava me esperando sorridente na porta, estava lindo, mas lindo que eu já vira, com uma bermuda vermelha e uma blusa branca, quando me viu correu em direção ao portão branco, por onde eu estava passando, ele me deu um beijo na bochecha, que me deixou sem ar por uns 5 segundos. Ele me convidou para entrar, a sala era grande e bem iluminada, os sofás eram um tom de bege, assim como as paredes. Ele disse que eu podia pegar um controle, começamos logo a jogar, passamos umas 2 horas ali, e decidimos dar uma caminhada no parque que tinha ali na rua.
-Du, me fala mais sobre você! Eu não sei quase nada sobre sua vida. –eu falei
- Ta, meu nome é Eduardo Surita, tenho 15 anos, torço pro Corinthians, adoro os gatos, minha matéria preferida é física, e bom o resto você já sabe. Mas, e você?
- Ta, meu nome é Amanda Rios, tenho 14 anos, sou do Palmeiras, amo gatos, minha matéria preferida é história, adoro chocolate, e bom, o resto, você também já sabe!
Ele tinha um olhar misterioso, mas ao mesmo tempo, deixava transparecer a felicidade, que também estava presente no meu olhar. Não sei por quanto tempo a gente ficou ali no parque, mas eu sei que nada, nem ninguém existiam ali, apenas eu e ele. Sentamos na grama, em baixo de uma grande árvore, ali haviam alguns passarinhos e borboletas, deitamos um ao lado do outro, e ficamos observando o céu, durante uma meia hora. Começou a escurecer, e ele me levou para casa, chegando na porta de casa, ele me abraçou, ficamos de frente um para o outro, nossos rostos foram se aproximando, lentamente, minha respiração ficou frenética, e eu, nervosa, por uma fração de segundos, nossos lábios quase se tocaram, se não fosse meu irmão abrir a porta exatamente na hora que nos beijaríamos. O Eduardo ficou completamente sem graça, eu olhei pro chão, tentando me acalmar, antes de eu pular no pescoço do César.
-AHAAA! Peguei vocês! Alguém aqui vai ter sérios problemas não é Amanda?! –gritou ele, fazendo a minha vizinha que estava regando suas rosas vermelhas olhar em direção a minha casa.

4ª Parte

No dia seguinte, sexta feira, acordei mais cedo que o normal, tomei café da manhã, coloquei a roupa que eu havia planejado no dia anterior. Escovei meus dentes, passei uma chapinha em meus longos cabelos negros e depois fui para o make, bem básico, passei um corretivo para disfarçar as olheiras, gloss cor de boca e um lápis no olho.
Chegando na escola, o Eduardo veio logo me abraçar. Nossa primeira aula era literatura, tivemos que fazer poesias, as minhas foram as mais românticas, o motivo: o garoto que estava sentado exatamente ao meu lado.
Na hora do intervalo, todas as meninas, principalmente a Carol, estavam pegando no meu pé, a vontade que eu tinha era colar uma fita na boca delas, e elas pioraram depois que o Edu me chamou para jogar Wii na casa dele naquela tarde.
Depois de aulas de história e geografia, finalmente terminou a aula. Ele me acompanhou até a porta da minha casa, e como despedida, me deu um demorado beijo na bochecha esquerda, acabei descobrindo que ele morava a apenas duas quadras da minha casa.
Cheguei em casa morrendo de fome, e o cheiro da lasanha no forno só aumentava isso. Por sorte, meu irmão chegou em casa depois de mim, e não viu o Eduardo Comigo, assim, não precisei agüentar mais seções de provocação, pelo menos não até eu falar , em um tom extremamente baixo, minha mãe sobre o programa que eu havia planejado para a minha tarde.
-Então, mãe, eu vou jogar Wii na casa do Eduardo hoje de tarde, ok? –Sussurrei no ouvido da minha mãe.
-Sem problemas filha! Viu João, eu te falei, vai dar casamento!- falou minha mãe, dirigindo-se ao meu pai.
Logo que César ia começar com suas piadas, que eu bem queria que fossem de verdade, minha mãe interrompeu-o, mandando ele comer todo o brócolis que estava em seu prato.
Para ir na casa do Du, eu apenas troquei a blusinha amarela por uma preta, e minha sapatilha por um All Star branco, eu estava realmente nervosa, e decidi prender meu cabelo, para eu não ficar enrolando ele na ponta dos dedos, uma mania que eu tinha quando estava a beira de explodir de nervos, e ainda dei uma retocada na maquiagem, a final, eu não podia chegar lá toda borrada!

3ª parte (continuação)

Minha mãe já chegou dizendo que a gente ia casar, e meu pai dizia que era bom sermos só amigos e o peste do meu irmão corria pela casa gritando:
-A Mandinha ta namorando, ta namorando.
Só não enforquei ele porque minha mãe me trouxe um pote de sorvete, do pouco que restara, no congelador. Meu sorvete derreteu antes mesmo de eu chegar na metade do potinho, simplesmente o Eduardo não saia da minha cabeça . Depois de tomar praticamente um suco de flocos, tomei um banho, e como já eram 19:00 decidi por meu pijama do Bob Sponja. Eu saí do banho cantarolando alguma musica romântica, coisa que eu raramente, mas raramente mesmo fazia.
Fui para o computador, o Du estava on-line no MSN, e pouco tempo depois de eu entrar, ele veio falar comigo:
-Manda, obrigada por hoje de tarde, foi maravilhoso estudar química com você!
-Du, obrigada você, estudar química nunca foi tão divertido.
Logo a Carol me chamou e foi logo dizendo:
-Amanda, conta tudo sobre hoje de tarde! E ai, como foi?
- Contar o que Carol? Que eu estudei química com o Du?
-Aham, sei que vocês só estudaram química!
Fiquei mais um pouco no computador e fui jantar, completamente distraída, não pensando em nada, e ao mesmo tempo, em tudo.
- Tá apaixonada!!- gritou César, o pirralho do meu irmão.
-Cala a boca e não enche!- respondi com um grito, novamente com aquela vontade de enforcá-lo.
Jantei rápido e fui deitar cedo, não podia estar com aquela aparência cansada no dia seguinte. Mas ao deitar, simplesmente o sono não vinha, foi quando meu celular tocou:
-Alô?!
-Alô Amanda!
-Du! Tudo bem com você?
- Tudo, e com você?
-Também! Pode falar, o que você quer?
-Só liguei pra te dar boa noite, e bom, eu precisava ouvir a tua voz antes de dormir, mas er, boa noite então, beijão!
-Boa noite Du. Beijo!
Ao ouvir sua ultima frase, meu coração disparou, fiquei toda arrepiada com o timbre suave da voz dele entrando nos meus ouvidos. Virei-me para o lado direito da minha cama, ele dava para a janela, que estava coberta com uma estranha cortina azul, tentando dormir, mas os olhos, a voz, o sorriso e a recente ligação do Eduardo não me deixaram dormir! O que antes eu não acreditava que poderia acontecer, agora era fato: eu havia me apaixonado, a primeira vista.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

3ª parte

Finalmente a tortura psicológica terminou, esperei pelo Eduardo, e fomos para a minha casa, quando chegamos lá, minha mãe tinha deixado o bolo de chocolate em cima da mesa com um bilhete que dizia “ Tem sorvete de flocos no congelador”
Fomos para a sala, pedi licença para ele e fui para o meu quarto trocar de roupa,e como era um dia de calor imenso, decidi por mau vestido floreado, soltei meu rabo de cavalo e prendi meu cabelo em uma trança lateral. Quando voltei para a sala, ele estava sentado no sofá com um porta retrato, que antes ocupava o lugar ao lado da tv, nas mãos. Quando ele me viu, logo soltou o porta retrato na mesinha de canto, e disse:
- Nossa, você está linda!
-Obrigada. – eu respondi.
Ainda não sei a cor que ficou meu rosto quando ele falou aquilo, mas deve ter sido algo entre o roxo e o vermelho vivo. Logo mudei de assunto e fomos estudar química, depois de algumas horas de muito estudo, ele foi embora, confesso que foi a tarde de estudo mais perfeita que eu já tive. Quando meus pais chegaram eu estava trancada no quarto, decidindo qual roupa colocaria no dia seguinte, já que nas sextas, o uniforme não era obrigatório, depois de muita procura, decidi que usaria um jeans normal, uma sapatilha e uma blusa amarelinha.

(continua)

2ª parte

Depois de ficarmos um tempo nos olhando, começamos a fazer as 10 questões dessa primeira parte do trabalho, ele era super bom em química, por isso, terminamos logo, e ficamos conversando.
-Mas então, Eduardo, você já era daqui de São Paulo, ou veio morar para cá agora?
-Eu sou daqui, mas mudei de bairro, e ah, me chama só de Du.
O tempo passou voando, e logo bateu para o intervalo, o Du pediu para dar uma olhada nas matérias, no meu escandaloso fichário amarelo limão. Ele percebeu que alguns conteúdos, principalmente em química, ele ainda não havia aprendido, e teríamos uma prova sobre essa matéria na próxima semana.
-Bom, depois da escola eu não tenho nada para fazer, não quer ir lá em casa, daí eu te explico a matéria? –perguntei, olhando para o chão, para ele não ver o vermelho, que provavelmente era a cor predominante em meu rosto agora.
-Ótimo, a gente pode sair daqui e ir direto. Tem problema para você?
-Nenhum problema Du.
Imediatamente liguei para a minha mãe, para ela preparar um bolo de chocolate e depois fui falar com a Carol, minha melhor amiga.
-Amanda, pouca sorte a tua em? Cara o Eduardo é lindo. –a Carol me falou.
- É, hoje de tarde ele vai lá em casa, copiar a matéria que ele ainda não tem, e vai precisar para a prova.
-Nossa, vocês realmente ficaram amigos rápido.
O intervalo terminou, e tivemos uma cansativa aula de matemática, a qual eu não consegui prestar atenção no que o professor falava, só conseguia olhar para o Du, que estava no outro lado da sala, aparentemente concentrado no quadro negro, mas eu percebi que ele também olhava para mim de vez em quando. Tivemos prova surpresa sobre o conteúdo daquela mesma aula, eu não sabia nada, só sabia que exatamente a 4 classes estava sentada a criatura mais perfeita que meus olhos já tinham visto, e eles não conseguiam prestar atenção em mais nada, além de seu rosto.
A aula de matemática terminou, chegou a hora do almoço, a final ficaríamos na escola até as 14:30, o almoço foi rápido, e logo depois tínhamos aula da educação física, tínhamos aulas separadas, mas no mesmo ginásio, as meninas, infelizmente, jogaram vollei, sou péssima, eu via que de longe o Eduardo estava observando a nossa aula enquanto os meninos jogavam uma divertida partida de handball, ele sorria para mim, ah como ele devia estar me achando uma tonta, não sabia nem dar um saque decente.

1ª Parte

Tinha tudo para ser mais uma quinta-feira como outra qualquer, mas antes de contar, deixa eu me apresentar, me chamo Amanda, tenho 14 anos e estou no 1º ano do ensino médio, mas como eu ia contando:
Aquela tinha para ser uma quinta-feira normal, aula até as 14:30. Os dois primeiros períodos eram de química, lá estava eu, na última classe, sozinha, todos estavam em duplas para fazer um trabalho que duraria o ano todo, e eu faria esse trabalho, o ano todo, SOZINHA, pelo simples fato de que a minha turma tinha apenas 15 alunos. A aula estava monótona e eu estava quase dormindo, mexendo no meu rabo de cavalo, que estava preso com uma fita rosa, para ficar diferente da monotonia do azul com amarelo do uniforme.
De repente ouço uma batida na porta, o que me fez pular, pois estava tentando me concentrar na 2ª questão do trabalho, enquanto a maioria dos meus colegas já estavam na 4ª, a professora, Carla, abre a porta, e a diretora fala:
- Carla, tem um aluno novo que vai começar nessa turma.
E eu logo pensei “Mais um moleque pra essa turma, não pode ser!”, e voltei para a folha, ainda tentando entender a 2ª questão. A professora perguntou o nome do aluno, que tinha acabado de entrar, e eu nem tinha notado, mas entre os cochichos das meninas, eu ouvi ele dizer:
- Meu nome é Eduardo.
Não sei o que se passou naquela hora, mas aquela voz soou em meus ouvidos como musica, levantei a cabeça e eu já não sabia se era real, ou se eu estava apenas sonhando, mas o Eduardo era perfeito, seu cabelo castanho, perfeitamente arrumado, com a franja jogada de lado, seus olhos, nem pequenos, nem grandes, eram escuros, quase negros e seu sorriso, o mais perfeito que eu já vi, seus dentes completamente brancos e alinhados. Senti um arrepio quando a professora falou:
-Eduardo, pode sentar-se ao lado daquela menina de rabo de cavalo lá no fundo, ela está sozinha para o trabalho. Viu Amanda, agora você tem uma dupla.
Fazendo todas as meninas suspirarem por onde ele passou, sentou-se ao meu lado, era a primeira vez nos 23 minutos de aula e 1 questão feita que eu não reclamava por ter ficado sozinha no sorteio.
-Oi, eu sou Eduardo. –ele falou
- Er, oi, eu sou Amanda. –respondi, meio sem graça.