quarta-feira, 26 de agosto de 2009

11ª parte

O tempo passou, e o eu só podia ver o Eduardo na escola, até que depois de 1 mês do acontecido, resolvemos que era hora de conversarmos com meu pai. Finalmente chegou o sábado que havíamos combinado, meu pai não sabia, só a minha mãe. Acordei as 10:00, tomei um banho, lavei meu cabelo e toquei de roupa, coloquei um jeans e uma blusinha, e fui almoçar. O Edu chegaria as 14:15, até lá, eu assisti TV, mais nervosa impossível, com aquela velha mania de enrolar o cabelo nos dedos.
A campainha tocou, abri a porta, nervosa, mas era a minha vó, a Dona Rosa, mãe da minha mãe, ótimo, teria mais alguém para ficar ao meu lado, minha vó era super legal, sempre me apoiava em tudo, e quando o assunto era meninos, ela vivia me dando conselhos, não havia chances de ser o Eduardo, eram apenas 13:30, minha vó percebeu o meu nervosismo, e pediu o que havia acontecido.
-Ai vó, é um problema, que eu espero resolver hoje. –falei, olhando de canto para meu pai que estava na cozinha.
-Mas que problema é esse Mandinha? É algo que eu possa ajudar? Precisa de dinheiro? Quer viajar? –pediu minha avó com seu olhar bondoso.
-Não mãe, é que a Amanda está a fim de um garoto, eles até namorariam, mas o problema é que o João não quer deixar, e hoje o garoto vai vir aqui para conversarmos. – Sussurrou minha mãe.
14:15, ouço uma suave batida na porta, meu coração dispara, havia chegado o momento, não podia ser diferente, meu pai não podia me dizer não, eu era feliz ao lado do Eduardo, será que isso não importava ao meu pai? Abri a porta, e lá estava ele, lindo, com uma camiseta preta, um casaco de moletom azul e uma calça jeans, quando eu o vi, não consegui me segurar e abracei-o, pedi para que ele entrasse, e sentasse no sofá, sentei-me ao seu lado, e minha mãe chamou meu pai, que chegando na sala, fez cara de quem pularia no pescoço do Eduardo. Ele respirou fundo e sentou-se no sofá.

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