segunda-feira, 24 de agosto de 2009

7ª Parte

Entramos na festa, era um lugar super legal, era grande, com alguns camarins em cima, um deles, o último a direita, era o nosso. Ele era grande, e coube toda a turma, tendo espaço para todos dançarem, tinha luzes coloridas por todos os lados, por causa das lanterninhas coloridas que havíamos ganhado na entrada. As musicas eram super animadas, e ninguém, ninguém mesmo ficava parado.
Dançamos por algum tempo, até que o Edu pegou a minha mão e me levou exatamente para o centro do camarote, parou em minha frente, olhou em meus olhos, segurou minha mão direita entre as suas mãos quentes e disse:
- Olha, Amanda, eu só queria dizer que eu estou completamente apaixonado por você, desde a primeira aula de química, quando eu entrei na sala e te vi pela primeira vez, concentrada com aquelas 10 questões, foi amor, nem parece que só nos conhecemos a 3 dias, pra mim, parece que eu te conheço a muito tempo, mas eu só queria dizer que tu é especial, e er, namora comigo? –falou ele, nervoso.
- Eu te amo Edu –falei com os olhos banhados de lágrimas -é claro que sim!
Nos beijamos, e o tempo simplesmente parou, ao nosso redor estavam todos, e ao mesmo tempo ninguém, o pessoal fez uma rodinha em nossa volta e começaram a aplaudir e nos iluminar com as lanterninhas coloridas. Meu sonho agora, era real, namoraríamos. Havíamos combinado que contaríamos aos nossos pais, para nos vermos por mais tempo, mas não seria nada fácil enfrentar Seu João e a Dona Cecília no dia seguinte, meus pais não eram nada liberais quando o assunto era meninos, mas na hora, não quis pensar nisso, queria curtir o momento, a final, eu estava junto do garoto que eu amava. Realmente, a festa ganhou uma animação a mais para mim agora.
Infelizmente já era 3:00 da madrugada, eu deveria ir embora, me despedi de todos, e fui para fora, ligar para meu pai, o Du me acompanhou, ele também iria para casa, ele disse que agora, a festa não teria graça.
Mau pai veio me buscar depois do pai do Eduardo, por sorte, não queria falar sobre isso agora. Subi no nosso Palio azul, e fui para casa. Chegando lá, tomei um banho e fui dormir, dormi logo que deitei na cama, estava cansada, e no dia seguinte, teria meus pais para, literalmente, enfrentar.
Domingo, acordei as 11:00 da manhã, escovei meus dentes, escovei meu cabelo, para diminuir aquele volume, coloquei meu macacão jeans, fui para a sala, respirei fundo para tomar coragem e chamei meus pais para conversar, meu irmão, pestinha, foi atrás!
-Pai, mãe, er, eu estou, bom, namorando...-gaguejei –com o Eduardo.
-Filha, eu te falei, ele me pareceu super legal, e parece que ele gosta muito de você –disse minha mãe, compreensiva.
-O que? Manda, você só pode estar brincando comigo né? Filha, você só tem 14 anos! E esse Eduardo, você conhece ele a 3 míseros dias. –exclamou, duramente, meu pai.
-Pai, eu o amo muito, como nunca amei garoto nenhum, é como se a minha vida tivesse sido inteiramente ao lado dele, a gente se completa em tudo.
-Não vou permitir isso! –disse meu pai, com uma expressão de frieza em seu rosto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário