segunda-feira, 24 de agosto de 2009

9ª parte

Nada agora podia me animar, as musicas do rádio pareciam estar melancólicas também, a chuva continuou durante a noite.
Segunda feira, tinha todos os motivos do mundo para estar feliz, a inal, eu veria o Eduardo, ma eu só não sabia com que cara eu olharia para ele, nem sabia se ele viria falar comigo, a final, ele havia sido, praticamente, expulso da minha casa na tarde anterior. Acordei, vesti meu uniforme com um all star, no meu cabelo, fiz um rabo de cavalo, escovei meus dentes, passei um corretivo, blush, gloss e um lápis no olho e depois, fui para a escola, fiz questão de ir sozinha, encontrei o Eduardo na esquina, quando me viu, abriu um sorriso, e me beijou. Fomos de mãos dadas para a escola, quase em silencio, ele conseguia ver a tristeza, que eu tentava esconder, em meu olhar, porque a cada minuto ele dizia “vai ficar tudo bem”, e eu respondia com um sorriso triste, queria poder acreditar que sim, que ia ficar tudo bem, mas meu pai, eu sabia, não mudaria de idéia tão fácil.
Tivemos nos 2 primeiros períodos, inglês e espanhol, no intervalo, 30 minutos, eu resolvi aproveitar ao máximo, fui até a cantina e comprei um pacote de Ruffles e uma Coca Cola e corri para o banco em que o Eduardo estava, a gente conversou muito, e decidimos que íamos esperar a ‘poeira’ baixar, e nos encontraríamos apenas na escola, depois que passasse um tempo, ele iria falar com meu pai, e dessa vez o seu João, meu pai, teria que aceitar a idéia de eu ter finalmente encontrado o príncipe e deixai eu viver ao lado dele, feliz.
A aula terminou, o Edu me acompanhou até a esquina de casa, não queria ter que me separar dele, mas agora, eu tinha que ir, em alguns minutos meus pais e meu irmão chegariam em casa, ele me beijou e passou a mão em meus cabelos, e foi para a casa dele, enquanto eu, seguia, lentamente, para a minha casa. Começou a chuviscar no caminho, vesti o capuz do meu casaco verde musgo, e segui pela calçada, comecei a chorar, minhas lágrimas se confundiram com as gotas de água da chuva que escorriam sobre meu rosto e borravam meu lápis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário